Menos ego, mais coração

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Quem nunca viu um piloto famoso falar mal de seu carro numa entrevista? Ou dar graças a deus que a temporada acabou e com ela as obrigações para com aquele carro? Ou ainda aqueles que no auge de sua frustração chegam até mesmo a socar a máquina, culpando-a por seus maus resultados?

Por essas e por outras que as grandes categorias vem perdendo força entre os apaixonados pelos motores. A cada passo no caminho corporativo, distanciam se do coração dos apaixonados, base sem a qual jamais teria sido criada qualquer categoria de automobilismo.

Mas se por um lado a 250 não pode – e nem tem esta pretensão – se comparar em porte com os grandes eventos mundiais, por outro, ainda existe uma coisa aqui que os grandes já perderam.

Pergunte a qualquer piloto de sucesso quantos anos e quanto sacrifício foi necessário para construir seu carro vencedor e ele lhe contará uma história que se tornou parte de sua vida.

Por maior ego que um piloto tenha, jamais irá culpar a máquina por um eventual mau resultado. É sua criação, seu orgulho, é como um filho. Se perder, a culpa será dele e se vencer os méritos serão do carro. É assim que funciona.

No domingo, aqueles que mais acreditam nos seus carros serão os que ficarão na memória de um público que gosta de motores tanto quanto eles.

E essa relação é tão especial que as maiores categorias do mundo dariam tudo para tê-la novamente. Desfrutem!