A PANCADA DE RICARDO CHICO

Ricardo Chico ( Ricardo Rafael dos Santos ) e Fabio Wisniewski travaram um dos “pegas” mais fortes da 250/6. Os dois classificados no Pró8 viam claramente a chance de serem campeões da prova e só a vitória lhes interessava. Chico já foi Runner Up de Zé louquinho e Wisni vem acertando seu carro e sabe que pode vencer.

Quando o pinheiro caiu, Ricardo abre uma pequena vantagem que Fábio começa a recuperar. Chico sente que sua vantagem diminui, mas se mantém a frente. Na altura dos 200 metros os dois estão em aceleração máxima.

O carro de Chico balança um pouco, primeiro a esquerda e depois a direita e Chico não levanta o pé ( a marca da chegada está logo ali e a vantagem ainda é dele). Neste momento, ainda de pé “trancado”, O Opala de Chico aponta definitivamente para o muro a direita e o piloto sabe nessa fração de segundo que a pancada vai acontecer e vai ser forte.

Ricardo bate no muro e agora os pensamentos estão focados em corrigir a trajetória do carro para impedir que ele capote de lado, o que seria a pior situação possível. E ele consegue.

Sua mulher que está na linha de largada, vê a situação e corre para o ponto do acidente. Correr não é bem a palavra correta, ela voa de uma forma que deixaria envergonhados muitos corredores de 100m rasos. Num movimento incrível, a arquibancada “voa” junto com ela.

Quando o pessoal do socorro chega, Chico já está calmamente enrolando o paraquedas, como se aquela fosse mais uma “puxada” normal e tranquila. Ao seu lado, o Opala com a frente torcida e com o interior intacto. Chico não quebrou uma unha, mas certamente saiu com os sentimentos feridos.

Ninguém gosta de pregar no muro um carro onde tanto trabalho e dedicação foram aplicados.

Ainda assim, foi um final feliz para todos.