250 Outlaw

A 250 Outlaw é uma prova de arrancada realizada pela AD na reta do Autódromo de Tarumã. As inscrições são antecipadas e limitadas em 150 pilotos.

Disputada em 250 metros, a competição tem liberdade de preparação é montada de forma clássica: treinos, classificatórias e eliminatórias.

As duas competições eliminatórias são organizadas após as classificatórias. O Super 16 (16° ao 31°) e o TOP 16 (vencedor do Super 16 ao 1°) são realizados em um torneio mata-mata, até a grande final.

A característica básica da 250 é ser uma prova “doorslammer” – para carros com portas funcionais, um estilo conhecido e difundido internacionalmente. Não é permitida a participação de Dragsters, Gaiolas e Funny Cars.

A cronometragem é realizada pela Produpark e o tratamento da pista pela equipe da AD com produtos da Química Luxcis.

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Outlaw 250 -Tarumã

Texto da página 250 Outlaw no Facebook:

Todos que trabalham na 250 entendem muito bem o conceito de viabilidade econômica. Na vida, no esporte, em toda atividade humana. A “viabilidade econômica” anda de mão dada com o progresso tanto de um espetáculo como de uma comunidade. A arrancada é um esporte em formação no Brasil e possivelmente o ponto mais importante que precisa provar é que é viável economicamente.

A 250 tem sido pensada estudando o passado, olhando para o agora e projetando o futuro para atingir este objetivo. Ao longo dos anos a arrancada saiu de uma situação marginal que chegou a ser chamada de “epidemia” na década de 50 com a polícia simplesmente atirando nos rachadores de rua, até um esporte/entretenimento que movimentou milhões de pessoas ( e dólares ) por todos EUA nas décadas de 80/90. Após este ponto, que foi o mais alto da curva, vem enfrentando um lento e até aqui imparável declínio. É o que mostra a fria leitura dos balanços anuais da NHRA apresentados ao I.R. de lá.

Muitas são as tentativas de revitalizar o esporte. Muito tem sido escrito, algumas coisas tem sido tentadas e outras efetivamente ao longo dos anos foram experiências bem sucedidas. Não passa uma semana sem que se leia uma notícia sobre uma nova ideia de como “revitalizar” o interesse pela arrancada.

A poucos dias um nome importante na arrancada dos EUA declarou que a “solução” seria banir o whellie bar das competições e assim “obrigar” os pilotos a guiar como antigamente, quando o controle dos carros era muito precário. Algo como aquela ideia do Bernie Eclestonne de criar a chuva artificial na F1.

Existe um movimento nos EUA chamado “heads Up racing” que por sua vez quer banir o pinheirinho. Para eles o pinheirinho e a “excessiva” preocupação com os tempos acabou com a disputa nas corridas. Muita gente pensa o mesmo, mas entendem que não é necessário acabar com o pinheirinho. Algo como matar o mensageiro por entregar a mensagem…

Poucos olham o quadro inteiro. A sensação é que cada um quer fazer um “remendo” de acordo com seus interesses e o resultado é que no âmbito geral, a cada ano que passa, o esporte perde um pouco de sua força. Isso não quer dizer que vai morrer, ou acabar. Quer dizer apenas que – como qualquer esporte – esta sofrendo forte concorrência e que esta tentando se adaptar a novos tempos.

Pensem na situação do Box profissional. Já foi o “rei” dos esportes de luta e hoje “luta” por uma fatia entre muitas ligas de MMA. Vão longe os dias em que uma disputa de box podia monopolizar a audiência global.

A 250 buscou o caminho de trazer de volta o que fez da arrancada um esporte admirado: a disputa direta, a competição. Foi assim que a arrancada nasceu, nos lagos secos onde inicialmente jovens se reuniam para disputar corridas ilegais. Assim também foi nas ruas onde mecânicos e corredores resolviam as disputas entre oficinas em uma estrada deserta. Cada um buscava construir um carro melhor para vencer e ser reconhecido por isso.

Nos traz muita satisfação poder mostrar para o público que no RS existem pilotos e preparadores que não fogem da disputa e se posicionam na pista sabendo que podem vencer ou perder. Isso parece algo muito óbvio de se dizer mas a verdade é que as coisas não são bem assim e aparentemente não se consegue fazer isso em outro lugar do Brasil.

Tem muita gente que imagina que tentar bater um relógio é o mesmo que competir contra um adversário, que esta lá justamente para derrota-lo, para explorar suas falhas. Muita gente crê que é “imprescindível” uma pista perfeita, mas a história prova que o imprescindível é a disputa perfeita. A pista, seja em qual condição estiver, será a mesma para os dois competidores alinhados. Que deverão saber tirar o máximo das condições que vão enfrentar.

É um conceito básico no automobilismo em qualquer segmento que o carro tem de ser acertado ao local onde corre e não o local ao carro. Pesquisem a história de Don Garlits – nomeado o maior piloto da história da arrancada – e verão que ele e sua equipe se propuseram a competir em qualquer lugar onde fossem pagos para tal.

O conceito de liberdade de preparação da 250 – não confunda com ser uma prova sem regras – trouxe progresso ao grupo que compete aqui. Quase todo dia recebo emails, ou mesmo informações via Facebook, de competidores que estão fazendo muitas evoluções em seus carros em busca de uma melhor classificação.

É da natureza do ser humano buscar o progresso.

A 250 é uma prova para todos aqueles que querem saber do que realmente são feitos. Esse é o verdadeiro valor de qualquer esporte e é através dele que atinge a viabilidade econômica.